sábado, 31 de maio de 2014

Desvaneios?

Acho que não tenho nada a comentar sobre este assunto. Só escrevi o que me veio à cabeça... Leitores, a distância não é NADA!

Uma música para acompanhar na leitura:


Como irei começar isto? Por um simples olá? Neste momento, tenho necessidade de te atingir com umas simples palavras. Quero brincar, tal como tu brincaste. Mas, meu caro amigo, a minha brincadeira não é uma qualquer. É um desabafo.  

Sabes, nesta vida há duas fases, o Antes e o Depois. O Antes baseia-se nos sentimentos bons de tudo o que já sentimos. Baseia-se naquela pequena esperança de um dia poder a vir ser muito feliz.  O Depois… Ó o Depois! É criado após as lembranças e esperanças de algo alegre que nos ilumina a vida, é aquele trago amargo de coisas por dizer e fazer ou por acontecimentos desprezáveis – só para não dizer, de maneira direta, tristes.

Acho que estás lá no meio. Ainda não sei como te definir nesta curta vida. Talvez como alguém que já me apoiou e me fez feliz?

Considero-me, pessoalmente, uma pessoa um pouco irracional e fria neste assunto da vida. Não quero chorar… Não me apetece fazê-lo! Será um desperdício de energia e tempo! Por isso, como sempre, a minha dor e raiva vai-se acumulando até um dia em que a rolha, desta grande garrafa, arrebente. Aí, vão ser dias terríveis. Vou andar mal disposta e a chorar pelos cantos como uma pequena adolescente indefesa. Vou só querer um abraço amigo de alguém que me apoie e diga “está tudo bem, isso passa logo”, mas, para não variar muito, vou afastar a pessoa e dizer-lhe que estou ótima! Vou dizer-lhe que é apenas o cansaço. Vou assegurá-la que não precisa de se preocupar comigo. Que é só um momento de cedência para o lado negro da vida. Sei que depois de assegurar a pessoa que está tudo normal, vou ter de entrar naquela rotina de alegria. Vou sorrir e rir. Nem que doa a alma. Aos poucos vou voltar ao Antes. Vou voltar a ser aquela adolescente alegre e respondona. Sei que vou voltar ao normal! Talvez isto tudo não passe de desvaneios…


P.S: “A distância fere-me muito”, não é a distância, é as pessoas. Nunca deixem dizer que é a distância, porque a distância não tem culpa das ações das pessoas.
                                                                                            -De alguém com problemas.
                                                                                                                       -F

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