terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tudo que perdi... - Prologo

Ola,
aqui estou eu com o inicio da nova historia...
Espero que gostem... :)
Comentem!


Mais uma vez Ana pensava na pessoa que mais amava. Tudo nele a fascinava mas, como se costuma dizer, tudo que é bom acaba depressa. Distraída como estava a relembrar novamente aqueles momentos da sua vida, atravessou a rua sem verificar se algum carro estava a passar, infelizmente, um motorista que conduzia com muita velocidade não teve tempo para travar e acabou por a atropelar. Com o embate Ana entrou em coma pois bateu com a cabeça no chão mas isso não a impediu de continuar a relembrar todos os momentos que tivera com Rodrigo, a pessoa mais importante na sua vida.
Conheceram-se na Madeira, Ana ia a sair do Museu de Arte Contemporânea no Funchal, mais precisamente em Fortaleza de Santiago, quando bateu contra um peito forte e duro.
- Oh, desculpe, não o vi. – Pediu olhando para cima e deparando-se com uns olhos da cor do mar que rodeava a Madeira.
- Não faz mal. – Disse com um sorriso rasgado no rosto. – Parece que realmente gostou da exposição. – Comentou ele num tom de conversa, comentando o facto de ela estar realmente muito distraída quando bateu contra ele.
- Realmente. – Respondeu ela. – Eu sempre achei a arte uma forma de fugir da realidade.
- Eu também acho, já é a terceira vez que aqui venho. – Disse ele. Depois esticou a mão para cumprimentar Ana. – Prazer, eu chamo-me Rodrigo.
- Ana. – Respondeu ela ao estender a mão para o cumprimentar.
- Hum… Eu ia tomar um café, queres vir comigo? – Perguntou Rodrigo. Ana acenou com a cabeça. Em conversa no café eles perceberam que tinham bastante em comum, moravam muito perto um do outro, trabalhavam na mesma área, gostavam do mesmo tipo de livros, de filmes, de músicas… Enfim, tinham mesmo muito em comum. Rodrigo contou a Ana que estava na Madeira de férias na casa de uns amigos. E Ana contou-lhe que aquele era o seu último dia nas ilhas, Rodrigo ficou um pouco dececionado pois ainda ia passar duas semanas lá e realmente gostava da companhia de Ana, mas rapidamente esse inconveniente foi esquecido quando combinaram encontrarem-se depois que ele voltasse da ilha.
Duas horas depois Rodrigo teve que ir embora mas não foi sem antes pedir o número de Ana pois mesmo que se fossem encontrar em Lisboa, cidade em que ambos moravam, apenas duas semanas depois Rodrigo ficou com medo que ela não aparecesse e não queria perder o contacto com ela.
Duas semanas depois eles voltaram-se a encontrar em Lisboa, tal como combinado, num café que Ana adorava pois todos dias pessoas costumavam subir ao palco e recitar poemas da sua autoria. Nesse dia um poema em especial chamou atenção de Ana. Falava sobre amores perdidos. Rodrigo, ao ver, o olhar pensativo que ela tinha no rosto perguntou-lhe, com um sorriso no canto dos lábios:
- És uma romântica, não és?
- Hum… - Disse Ana acordando dos seus pensamentos. – Nem por isso. - Rodrigo sorriu, ele sabia que ela não estava a ser totalmente sincera com ele.
A partir de ai e eles começaram a encontrar-se quase todos os dias, às vezes nesse mesmo café outras vezes nas suas respetivas casas.
Já se conheciam há dois meses quando se beijaram pela primeira vez, não se tinham beijado antes pois tinham medo de perder a amizade que em pouco tempo tinham criado. Foi uma noite depois do jantar, eles tinham jantado em casa de Ana pois ela queria experimentar uma receita nova que uma amiga lhe tinha dado, então depois que toda a cozinha estava arrumada, resolveram ver um filme que ia dar na televisão. Era uma comédia romântica que há muito tempo Ana queria ver, no final do filme Rodrigo sentou Ana no seu colo e simplesmente beijou-a. Realmente não sabia o que, finalmente, tinha rompido o seu autocontrole, só sabia que não conseguia aguentar mais e assim que os seus lábios tocaram os de Ana percebeu que era a coisa certa a ser feita, e soube também que tinha sido no momento certo, se o tivesse feito mais cedo sabia que não teria tanto significado.
Ana sentiu-se um pouco desnorteada com todos os sentimentos que imergiram de dentro dela com um simples beijo, não era nenhuma adolescente para ficar com borboletas no estômago e com as pernas bambas mas era exatamente isso que estava a sentir nesse momento. Ela sabia que os seus sentimentos por Rodrigo estavam a crescer cada vez mais mas realmente não achava que esta a começar a amar aquele homem. Através daquele beijo percebeu que já o amava e também que era totalmente correspondida.
Quando as suas bocas se separaram pois eles precisavam de ar, Rodrigo disse:
- Eu sei que já ninguém faz isto e que, além disso, nós não somos nenhuns adolescentes mas… Queres namorar comigo? – Ana ficou realmente encantada, o homem que ela se tinha apaixonado era realmente único e a partir desse momento apenas dela.
- Sim, eu aceito. – Respondeu ela com uma lágrima a escorrer-lhe pela cara a baixo, ele limpou-lhe a lágrima da cara com muito carinho e abriu um sorriso enorme, Ana sorriu também e encostou a sua testa na dele.
Era o dia de anos de Ana, nessa noite ela ia jantar fora com Rodrigo para festejar. Tinham-se passado seis meses desde que Rodrigo tinha pedido Ana em namora durante esse tempo todo Rodrigo demonstrou a Ana que também ele era um romântico e então ela finalmente confessou que também era uma romântica. Ana nesse dia estava muito feliz pois além de fazer anos também fazia seis meses que eles namoravam, ela lembrava-se de como a princípio tinha ficado com muito medo que o namoro deles não resultasse mas ao longo do tempo foi percebendo que as poucas discussões que eles tinham tido só serviam para fortalecer a sua relação.
 Depois de jantarem, nessa noite, Rodrigo levou Ana até ao seu apartamento e com a desculpa de irem ver as estrelas conseguiu leva-la para o telhado da sua casa. Quando lá chegaram Ana ficou de boca aberta, no chão do telhado tinha escrito, com pétalas de rosa rodeadas de velas “Casa comigo.”. Ana olhou boquiaberta para Rodrigo que meteu a mão no bolso e tirou de lá de dentro um caixa, abriu-a e dentro tinha um lindo anel de noivado. Rodrigo ajoelhou-se a frente de Ana e disse muito docemente:
- Casa comigo. – Com a cara já banhada com lágrimas de emoção Ana ajoelhou-se a frente dele, sussurrou um “sim” muito rouco devido às lágrimas e beijou-o.
No outro dia de manhã Ana acordou primeiro que Rodrigo e ficou a observá-lo dormir. Era tão lindo, parecia tão calmo a dormir que ninguém podia imaginar a pessoa hiperativa que era quando estava acordado. Poucos minutos depois Rodrigo acordou também, olhou para ela sorriu-lhe e beijou-a. Ana levantou-se para ir tomar banho tinha um encontro marcado com a mãe de Rodrigo, iam as compras. Mas quando se levantou sentiu uma grande tontura e voltou a sentar-se rapidamente. Rodrigo ficou muito preocupado e obrigou-a a voltar a deitar-se. Vestiu-se e disse a Ana que ia buscar um amigo dele que era médico a casa deu-lhe um beijo e lançou-lhe um olhar preocupado antes de sair do quarto.
Enquanto isso, Ana ligou para a futura sogra a avisar que já não ia poder sair com ela pois tinha-se sentido mal depois de vários minutos conseguiu convencer a pobre senhora que era apenas um exagero do seu filho e que ela estava bem. Uma hora passou-se Ana começou a ficar preocupada com Rodrigo. Uma hora e meia depois de Rodrigo ter saído de casa recebe uma chamada a dizer que Rodrigo teve um acidente muito grave e estava em coma. Ana entrou em pânico, não podia sequer pensar em perder Rodrigo agora, não quando estavam juntos á tão pouco tempo. Em realidade ela não conseguia pensar em perde-lo nunca. Deitou-se na cama e juntou as pernas ao peito e começou a chorar descontroladamente. Ela tremia muito mas nem reparava nisso pois o frio que ela tinha vinha de dentro da sua alma.
Uma horas depois conseguiu finalmente recompor-se e arranjou um táxi e foi diretamente para o hospital. A mãe de Rodrigo já lá estava e quando viu Ana a chegar correu até ela e abraçou-a a soluçar. Depois de se ter descontrolado em casa já não conseguia mais chorar nem reagir ao quer que fosse, estava como que adormecida.
Os médicos disseram que Rodrigo podia nunca mais voltar acordar do coma desesperando mais ainda a mãe de Rodrigo e mais uma vez Ana não reagiu apenas disse com a maior calma:
- Posso vê-lo? – Quando foi autorizada a vê-lo, finalmente reagiu, Ana ficou em tal estado que teve que ser sedada. Acordou horas depois e os médicos disseram-lhe que com os nervos ela tinha perdido o seu filho, Ana não se deu ao trabalho de explicar que não sabia que estava grávida a única coisa que lhe interessava naquele momento era que a única pessoa que a fazia viver podia nunca mais acordar.
Dois anos depois os médicos tiveram que desligar as máquinas de Rodrigo, apesar da sua reação negativa inicial, Ana sempre tinha tido esperanças que ele ia abrir os seus lindos olhos cor do mar novamente mas isso nunca aconteceu. Tal como previra, Ana teve grandes ataques de tristeza por nunca ter visto o resultado do seu amor com Rodrigo, essa criança teria sido o seu motivo de viver, o motivo que ela precisava para continuar a viver.

 Já se tinham passado dois meses desde que as máquinas tinham sido desligadas. Ana acordou, de repente, ao lembrar-se do impacto que o seu corpo fez com o carro. O seu primeiro pensamento foi:” Porquê que eu acordei se ele não? Já não tenho nenhuma razão para viver, porque fui acordar?”





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- Katra

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